Zemel+ ARQUITETOS

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D-Edge

Inaugurado em 2003 um dos mais famosos da noite paulistana e que desde então não sai da lista dos baladeiros da cidade adeptos à música eletrônica, o clube de música eletrônica D-Edge, passou por um inteligente processo de reforma no início de 2011. O objetivo da reforma era ampliar a casa que não conseguia mais receber todos os dias a quantidade de interessados em desfrutar de um programa em um ambiente extremamente bem pensado e capaz de entreter somente pelo primor da obra arquitetônica.

A ampliação do espaço respeitou o conceito que tornou a casa internacionalmente reconhecida. A 8 mãos o cenógrafo Muti Randolph, juntamente com os arquitetos Marcelo Pontes, Paula Zemel e Eduardo Chalabi foram capazes de potencializar ao máximo a capacidade de uso da casa.

Prestes a completar 10 anos de existência, o clube funciona no bairro da Barra Funda, na região central de São Paulo. O projeto original, do escritório franco-brasileiro Triptyque, dividia o espaço em pista de dança e bar. Com a necessidade de aumentar, a solução encontrada pelo arquiteto Marcelo Pontes foi utilizar a área do terreno vizinho, comprido e estreito, e distribuir os ambientes por quatro pavimentos.

O grande desafio era potencializar a capacidade do clube. Para que isso fosse possível Marcelo Pontes desafiou o terreno criando 4 pisos com pés direitos variáveis, com uma estrutura em concreto armado permitindo grandes vãos para que os espaços cenográficos tivessem bastante liberdade. A idéia foi organizar a circulação vertical num dos lados do prédio e a prumada de banheiros do lado oposto, criando um grande espaço central livre para que a Muti Randolph juntamente com Paula Zemel e Eduardo Chalabi pudessem fazer o que quisessem.

Os dois volumes, a caixa preta original e o novo prédio de 4 pavimentos são interligados pelo térreo. A nova entrada permite um maior conforto para os clientes, que com a projeção da cobertura do pavimento superior não ficam na fila esperando para entrar a céu aberto. Além disso, com essa a nova solução abriu-se espaço para a instalação de mais check outs, criando um fluxo mais agradável na hora da saída. Check out este que também em harmonia com o resto do clube, é feito por uma grande caixa de vidro iluminada que muda de cor. A nova pista de dança e o lounge ocupam, respectivamente, o primeiro e segundo andares, enquanto a cobertura deu lugar a um amplo terraço que oferece vista para o Memorial da América Latina. Neste terraço, disfarçado de caixa d’agua, está mais um banheiro, continuando a prumada de cima abaixo.

Outra mudança em relação ao espaço anterior ficou sob a responsabilidade de Paula e Eduardo. Utilizando-se do grande espaço criado por conta da torre de circulação ficar de um lado e a prumada de banheiros do outro, a dupla viabilizou a criação de volumes em madeira que apareceram na nova pista, abrigando o bar e do outro lado os djs. Eles apresentam formas geométricas assimétricas e foram instalados de modo não paralelo, a fim de favorecer as condições acústicas da casa. “Com o jogo de luzes, esses volumes interferem nos ambientes, há um certo embaralhamento, é como se o local estivesse tremendo”, conta Muti Randolph. “A idéia era justamente criar a possibilidade destes volumes sumirem com o jogo de luz e som e ampliarem o ambiente”, complementa Paula.

Também iluminado por leds o lounge é mais tranquilo e aconchegante, para os frequentadores conversarem ou retomarem folêgo antes de voltarem para a pista. Neste pavimento foram criados pequenos ambientes que podem acomodar grupos de até 12 pessoas, mas que não deixam de fazer parte de todo o ambiente mais tranquilo. Ao fundo, próximo aos banheiros, localiza-se o bar, e atrás dele os banheiros repetindo a solução para o pavimento da pista de dança e do térreo. Paula conta que “O lounge foi desenvolvido com raciocínio naval, através da experiência que tive no escritório Fernando Almeida, fazendo projeto de interiores de barcos. No barco, a cada 30 cm você tem um corte que é diferente, tanto longitudinalmente quanto transversalmente. Assim, tendo trabalhado espaços apertados nas embarcações de pequeno porte onde existe a necessidade de aproveitamento máximo, conseguimos encontrar soluções originais que pudessem apresentar formas geométricas assimétricas instaladas de modo não paralelo, a fim de favorecer as condições acústicas da casa”. Utilizamos uma geometria apurada para que as pessoas pudessem sentar confortavelmente viabilizando a melhoria da circulação”, complementa.

Além da qualidade do som ser inquestionável, o software utilizado para a iluminação é capaz de sincronizar o ritmo da música com as luzes e as animações projetadas nas paredes. De acordo com Muti, “É uma experiência envolvente que em que o público vivencia as ondas sonoras. A arquitetura do espaço muda conforme a música”. Os espaços interiores ganham formas e cores com a música e se transformam de acordo com o ritmo.

A unificação dos dois volumes do clube é determinada pelo revestimento das fachadas com chapas metálicas onduladas. A face principal é recortada por caixilhos que mesmo protegidos por persianas automáticas, revelam ao exterior o jogo de luzes interno.

A idéia do caixilho duplo foi detalhada pela dupla Zemel + Chalabi com primor. Trata-se de um sanduiche de vidro onde é possível abrir e fazer a manutenção das fitas de led. Além disso, neste espaço utiliza-se de sílica por conta da temperatura de ar condicionado interna com o calor externo para que o mesmo não embaçasse.

A solução perfeita faz com que também aquele que está do lado de fora tenha a sensação de que está dançando conforme a música. As cores da fachada mudam no ritmo da música que toca dentro do clube permitindo que aquele que espera do lado de fora já participe do que está acontecendo lá dentro.

Concepção: Multi Randolph

Arquitetura: Marcelo Pontes

Arquitetura de Interiores e Desenvolvimento de Cenografia: Paula Zemel e Eduardo Chalabi

Colaboradores: Ricardo Ariza Miyabara, Carolina Laiate e Gabriel Sepe

Fotos: Maíra Acayaba

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