Haruf Arquitetura + Design

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Casa Chassi

CASA “CHASSI” – 1º LUGAR NO PRÊMIO BIM.BON SENAI 2015

A INDIVIDUALIDADE COMO AVANÇO DAS HABITAÇÕES PRÉ-FABRICADAS

Na primeira metade do século XX, comparando a construção civil com a indústria automobilística, os arquitetos Le Corbusier, Walter Gropius e Jean Prouvé começaram a desenvolver estudos sobre as habitações pré-fabricadas. Estavam preocupados com a redução do custo da produção residencial, além de uma melhoria da qualidade de execução das construções através da industrialização, tentando substituir sempre que fosse possível a imprevisibilidade da mão de obra artesanal.   Jean Prouvé desenvolveu na primeira metade do século XX a Casa Desmontável , uma estrutura metálica autoportante de dois pórticos que sustentavam uma viga central onde eram apoiadas as estruturas da cobertura. Os fechamentos, tanto as paredes e a cobertura eram componentes desse núcleo. Entendemos esse modelo estrutural, de modulação 8×8 metros, como um “chassi” de habitação, a estrutura básica de proteção contra as intempéries, sendo todo o resto, componentes do produto final que podem ser alterado de acordo com a finalidade ou o desejo do consumidor.   Gropius buscou nos seus estudos, além da redução do custo através da industrialização, à manutenção da liberdade criativa do projeto e manutenção da preocupação de atender os desejos individuais de cada cliente. Partindo desses princípios, desenvolveu em conjunto com Konrad Wachsmann, a Packaged Houses, que antes de ser um projeto de uma casa especifica, era um sistema de painéis de madeira que permitia a estruturação de inúmeras tipologias através de encaixes, permitindo assim atender a demanda de cada cliente. Outro fator que foi considerado na proposta é quanto ao transporte das casas pré-fabricadas. Sendo assim, as dimensões do módulo básico dos ambientes são ditadas pela as dimensões disponíveis para serem transportados legalmente em estradas brasileiras. Por conseguinte, todo o módulo pode ser fabricado fora do terreno em que será inserido e em condições controladas.   Mesmo sendo uma arquitetura contemporânea e utilizar de raciocínios e materiais inovadores foram estabelecidos pontos de referência a tradição da arquitetura brasileira, assim como na forma que o usuário comum caracteriza o conceito estético de moraria. Na modulação proposta para o concurso o telhado duas águas e a presença icônica do alpendre revelam laços com a tradição. Além de elemento de proteção climática, o alpendre das primeiras casas rurais no período colonial também atuava como espaço de descanso, de convívio, de posto de vigília e de filtro da casa, separando a esfera pública da privada.   Para além da arquitetura, vivemos hoje uma transição na relação de consumo, o ”do it yourself”, a “experiência do consumo”, são termos novos que devem ser compreendidos por quem almeja se inserir num mercado contemporâneo. Os consumidores estão começando a dar uma importância maior à experiência gerada pela marca, produto ou serviço no momento do consumo, ou na sensibilidade com a responsabilidade social e ambiental, ou na percepção e identificação com uma marca. Tendo em mente esse raciocínio, nossa proposta é transferir o poder de decisão projetual para o cliente, e foi o que Brandão e Heineck (1997) denominaram de “flexibilidade programada”, quando o consumidor escolhe dentro de variáveis pré-estabelecidas o produto final que será gerado.

EXPERIÊNCIA DE CONSUMO

  Seguindo o pensamento da “experiência de consumo” desenvolvemos o projeto que fosse para além da casa 10×10 pretendida. Projetamos um sistema modular que também podemos chamar de “Chassi” residencial, e através dele podemos criar tipologias diferentes de acordo com cada necessidade. Aliado a isso, foi pensado num sistema digital que daria ao consumidor final a experiência de “projetar” a sua própria casa, escolhendo dentre tipologias pré-estabelecidas uma solução que se adequar melhor a ele em relação a custos, gosto, dimensões e particularidades.   A experiência do consumo viria da possibilidade do cliente montar e escolher dentro de possibilidades através de um aplicativo, como o que se tem na indústria automotiva onde se pode montar um carro à sua maneira, o cliente tomaria todas as decisões projetuais, primeiro escolheria cada modulo a ser usado, depois escolheria o restante dos componentes, como portas e janelas, padrão de cor, tipo de revestimentos externos e internos, tipo de cobertura, soluções ambientais como aquecimento solar, captação e reuso de água dentro outras possibilidades.  

USO DIFERENCIADO DOS MÓDULOS  

Para além da relação do produto da Casa Chassi diretamente com cliente, o sistema estrutural permite outros tipos de possibilidades e escala. Um profissional pode usar o chassi para qualquer solução arquitetônica, um condomínio residencial, clube, etc, pode comprar um módulo de cozinha para instalar um gazebo em suas dependências e um investidor pode encomendar um grande projeto utilizando os módulos. Essa flexibilidade, além da que chamamos programada, amplia a usabilidade do módulo, tornando-o mais viável como produto. Esses novos projetos ainda podem ser incorporados as tipologias pré-estabelecidas, tornando o sistema da casa chassi ainda mais dinâmico. Atento a proposta da plataforma Bimbon, a flexibilidade no uso dos componentes permite que o sistema da casa Chassi seja aprimorado sempre que se criar novas parcerias entre o BimBon e fornecedores. Dessa maneira o produto cresce junto com a plataforma, diversificando cada vez mais os projetos pré-estabelecidos.

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