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Designers de interiores e decoradores em Belém

Em Belém do Pará, a influência amazônica se faz sentir nas chuvas que desabam mornas e na ventania que ameniza o calor constante. As revoadas de urubus, o rio que parece mar e as frondosas mangueiras lembram a todo momento a rica exuberância da cidade fundada em 1616 pelos portugueses.   

A exuberância dessa importante cidade histórica e portuária brasileira se manifesta já no próprio território, que conta com uma parte continental e outra insular, composta por nada menos que 42 ilhas situadas no Oceano Atlântico.

A segunda cidade mais populosa da Região Norte do País abriga uma população de cerca de 1,5 milhão de habitantes (IBGE 2018) que descendem principalmente de europeus (quase 54%), que são seguidos por indígenas (quase 30%) e africanos (quase 17%).

Não é de se admirar, portanto, que a capital do estado do Pará seja predominantemente católica e sedie o Círio de Nazaré, evento religioso celebrado desde 1793, que acontece anualmente e reúne cerca de dois milhões de fiéis, constituindo-se na maior festa cristã do País e na maior procissão católica do mundo.

O patrimônio histórico e cultural de Belém também encanta a todos que percorrem a cidade. Os períodos colonial e barroco, considerados representantes autênticos da arte e da arquitetura brasileira, encontram fortes exemplares nas igrejas da Sé, do Carmo e de São João Batista, assim como na Igreja de Santo Alexandre e no antigo colégio dos Jesuítas, estes dois últimos formando o primeiro conjunto arquitetônico, urbano e paisagístico tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Outro importante tombamento feito pelo IPHAN é a coleção arqueológica e etnográfica do Museu Paraense Emilio Goeldi, que inclui a ocupação pré-colonial dessa região da Amazônia.

No centro histórico de Belém, encontra-se a parte mais antiga da cidade, o complexo de Feliz Lusitânia, que inclui o Forte do Presépio, a Casa das Onze Janelas, o Museu de Arte Sacra e a Catedral. Mas não são apenas os edifícios religiosos que chamam a atenção em Belém: o luxuoso Theatro da Paz, inaugurado em 1878, foi inspirado no Teatro Scala de Milão e construído com recursos da exportação de látex durante o Ciclo da Borracha, sendo o maior e mais antigo teatro da Amazônia.    

Se a história se mostra em toda parte na capital paraense, a natureza não fica atrás. O Mangal das Garças, inaugurado em 2005, é um parque resultante da revitalização de uma área de 40 mil metros quadrados em pleno centro histórico. Nele a exuberância amazônica aparece tanto na vegetação quanto nas aves que o sobrevoam, como o guará. 

Mas o coração da cidade é um dos mercados mais espetaculares do Brasil, o Ver-o-Peso, onde é possível encontrar todos os ingredientes da culinária da Amazônia. Uma multitude de peixes e frutas exóticas (como a muruci) que mal se conhece em outras partes do País se oferece ao deguste e ao sabor nas muitas barraquinhas. Também pozinhos, loções e óleos para mil e uma necessidades são oferecidos pelas benzedeiras locais. E nas bancas de comida, é possível se deliciar com açaí com peixe frito ou outros pratos mais elaborados, tudo ao som do carimbó, ritmo regional de origem indígena e negra que chegou a ser proibido por causa dessas mesmas origens.

Todo esse cenário pode ser muito inspirador, em termos artísticos e estéticos, para quem trabalha com decoração e design de interiores na cidade, assim como para aqueles que estão em busca de seus serviços. A princípio, a procura por esses profissionais deve crescer em uma cidade que, nos últimos 20 anos, registrou um forte movimento de verticalização, ou seja, onde o mercado de construção civil tem privilegiado a construção de prédios de apartamentos.

De qualquer modo, decoradores e designers de interiores em Belém devem levar em consideração algumas características da capital paraense. Localizada no extremo nordeste da maior floresta tropical do mundo, Belém é a capital mais chuvosa do Brasil devido ao seu clima equatorial e proximidade com a Amazônia. As chuvas ocorrem na maioria dos dias do ano, podendo vir acompanhadas de raios e de ventanias com rajadas que podem ultrapassar 50 km/h. A umidade relativa do ar é elevada durante todo o ano, com médias mensais entre 85% e 95%, e a temperatura média anual é de 26,5 graus centígrados. Isso significa que fatores como umidade e calor constantes devem orientar os projetos de interiores realizados na cidade de modo a oferecer conforto ambiental, prevenir infiltrações e outros problemas decorrentes da umidade e sugerir materiais e acabamentos condizentes com as condições climáticas locais, entre outras coisas.   

Diferenciando o decorador e o designer de interiores em Belém

As características de um decorador ou de um designer de interiores são praticamente as mesmas em toda parte. É também bastante comum que arquitetos adquiram uma formação complementar em decoração ou design de interiores.

A princípio, o que diferencia o decorador e o designer de interiores é que eles se dedicam apenas a projetos para os ambientes internos de uma casa ou apartamento. Porém, ao contrário do arquiteto, eles não podem fazer nenhuma intervenção estrutural no imóvel.

Profissional mais antigo no mercado, o decorador geralmente faz cursos técnicos na área ou mesmo obtém a formação necessária como autodidata. Sua atuação privilegia os aspectos artísticos e estéticos da decoração, em busca de ambientes mais harmoniosos. Já o designer de interiores pode ser considerado uma evolução do decorador, pois, além da preocupação estética, ele busca promover condições ambientais que favoreçam a qualidade de vida dos moradores de um imóvel. Assim, ao mesmo tempo que adquire formação artística e estética, o designer de interiores busca qualificação técnica como, por exemplo, em ergonomia.

Como saber qual profissional chamar para o meu caso?

Se você está em busca de um profissional que ofereça apenas sugestões estéticas para o seu ambiente, o mais indicado é o decorador. Ele pode orientá-lo quanto ao tipo e à disposição dos móveis, às cores presentes no ambiente, aos acabamentos e revestimentos para pisos e paredes, à composição dos quadros ou aos objetos de decoração, entre outros aspectos. Para realizar isso, o decorador antes identifica e analisa o perfil do cliente quanto aos seus desejos e necessidades e, finalmente, apresenta a ele um projeto personalizado.

Já o designer de interiores, com sua formação ao mesmo tempo estética, artística e técnica, vai planejar a dinâmica dos ambientes internos de modo a complementar o projeto arquitetônico. No trabalho dele, fatores como acústica, iluminação, ergonomia e temperatura são essenciais na elaboração de um projeto que promova a qualidade de vida nos interiores de um imóvel. Nesse processo, todos esses elementos têm que ser coordenados de modo a atender às diversas necessidades dos moradores.

Para encontrar um desses profissionais ou outros de seu interesse em Belém, não é preciso ir longe: basta acessar aqui mesmo o diretório da homify.

Estilos: inspire-se na cultura e na paisagem de Belém

Conhecida no início do século XX como a Paris n'América pela influência europeia na sua arquitetura, Belém apresenta vários elementos arquitetônicos nos estilos Art Nouveau e Art Déco. Mas, na década de 1950, um movimento modernista de cunho regional e popular procurou modernizar as fachadas das residências e edifícios públicos com a criação de mosaicos feitos com cacos de azulejos, que formavam painéis figurativos ou geométricos, demonstrando que a modernidade podia ser alcançada com criatividade e baixo custo. Também foram criadas imagens de elementos da natureza, formas onduladas, símbolos religiosos, personagens de histórias infantis e letras formando palavras em cores brilhantes.

Como se vê, a arte e cultura populares podem ser uma maravilhosa fonte de inspiração para decoradores e designers de interiores em Belém. Mas o clima quente e úmido da capital paraense também pode evocar o estilo tropical na decoração, com a presença de texturas naturais, imagens de flores exóticas, coqueiros e palmeiras ou motivos de pássaros e animais selvagens em almofadas e cortinas da sala de estar, móveis confeccionados com madeiras e fibras naturais, plantas verdadeiras, sem esquecer os elementos que remetem ao mar, como conchas e estrelas-do-mar. O amarelo, o coral, o azul celeste e o verde escuro são cores indicadas para ambientes nesse estilo.

Por outro lado, a presença colonial portuguesa na cidade pode inspirar uma decoração clara e delicada, em que se reúne a simplicidade e a rusticidade. O estilo colonial traz como base as cores neutras, como branco e bege, mas também pode conferir um ar mais sóbrio no ambiente com tons de terra. O mobiliário e os objetos decorativos podem se apresentar em materiais como bambu, vime, madeiras exóticas ou pedra. Já o linho e o algodão podem evocar um ar natural para a decoração, a qual pode apresentar ainda fibras naturais nos tapetes e renda portuguesa em exposições mais delicadas. Por fim, objetos como baús, maletas, candelabros e candeeiros de ferro, assim como móveis de madeira, trazem o peso da história e conferem personalidade ao ambiente.