6 Peças de Decoração Atemporais (+ 46 Imagens) que Nunca Deixam de Encantar | homify

6 Peças de Decoração Atemporais (+ 46 Imagens) que Nunca Deixam de Encantar

Patricia Smaniotto – homify Patricia Smaniotto – homify
FAMILY ROOM ACONCHEGO por Adriana Scartaris Adriana Scartaris: Design e Interiores em São Paulo Salas de estar modernas
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Atemporalidade é a qualidade daquilo que não é afetado pelo tempo. Em outras palavras, é uma característica do eterno. Na decoração da casa, existem alguns elementos e peças que se revestem dessa qualidade – atemporal e eterna – e nunca deixam de estar presentes, mesmo com as mudanças das estações da natureza e das tendências da moda.

Essas peças e elementos podem ser revisitados, renovados, receber novas leituras, ser produzidas com outros materiais, cores, texturas, design, mas nunca deixam de ser o que são. Têm nome e o nome já diz tudo, pois a imagem que fazemos dela é imediata.

Neste livro de ideias, trazemos 6 dessas peças e elementos de decoração atemporais (7, se contarmos com o sofá de couro que você vai encontrar mais à frente) e 9 imagens para servir de inspiração. Como mesmo o eterno tem história, você conhecerá um pouquinho dela a cada objeto. Confira!

1. Porta-retratos e fotos de família

Na imagem acima, temos um verdadeiro combo de peças de decoração atemporais, que podem até receber novas leituras e se apresentar em diversos estilos, mas que nunca morrem nem perdem seu lugar em qualquer projeto.

Comecemos pelos porta-retratos e fotos de família. Desde que a fotografia foi inventada pelo francês Joseph Nicéphore Niépce, em 1826, as pessoas se tomaram de amores pela ideia de expor fotografias de pessoas queridas em álbuns de fotografia, porta-retratos e em reproduções emolduradas para decorar as paredes.

Desde os primeiros anos da história da fotografia até os dias de hoje, a fotografia de pessoas amadas sempre foi e ainda é uma preciosidade afetiva que se esconde nas carteiras ou se emoldura na parede, em composições de momentos de uma vida inteira. A fotografia é eterna, pois vive nos nossos olhos a cada olhar.

2. Arranjos florais e vasos de porcelana

Outro elemento de decoração que existe desde que o mundo é mundo (há registros da sua presença entre os antigos gregos e romanos) são os arranjos florais, que trazem a natureza para dentro da casa, emprestando suas cores e perfumes aos nossos espaços que, assim, se preenchem da beleza viva.

E como os arranjos florais não podem ser arranjos florais sem vasos para recebê-los, temos aí mais um objeto eterno da decoração. Existe uma grande variedade de vasos em termos de materiais, cores e formatos, mas os realmente atemporais são aqueles de porcelana, dos quais o mais famoso é o vaso de porcelana chinesa em branco e azul.

[Mas os de vidro também não perderam nem perdem apaixonados ao longo do tempo, por causa da beleza etérea e da transparência que envolve as flores]

3. Espelhos clássicos

Espelhos são outro objeto de decoração atemporal, que sempre se reinventa sem perder o encanto e o mistério que eles evocam, muito menos o fascínio do encontro com nosso próprio rosto refletido, o que deu ensejo ao mito de Narciso, tão incorporado na modernidade.

As primeiras superfícies capazes de refletir imagens de que se têm notícia foram feitas na Suméria (região próxima a atual Bagdá) há 5 mil anos, em bronze. Na Antiguidade, esses objetos – que eram feitos de metal polido, ligas de prata ou bronze – chegaram à Grécia e à Roma e daí se espalharam por todo o continente europeu no final da Idade Média.

[Na imagem, moldura clássica dourada, símbolo de requinte]

JOALHERIA DESIGN - CASA COR SP 2015 - BRASIL - Espelhos Venezianos Adriana Scartaris: Design e Interiores em São Paulo Lojas & Imóveis comerciais modernos
Adriana Scartaris: Design e Interiores em São Paulo

JOALHERIA DESIGN – CASA COR SP 2015 – BRASIL – Espelhos Venezianos

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Apenas no século 14, foram criados os espelhos de vidro por artesãos de Veneza. Quem nunca ouviu falar dos famosos espelhos venezianos? No entanto, diante do alto custo de produção e da contaminação por mercúrio foi criada uma nova técnica de espelhamento do vidro com prata química e sem mercúrio, que tornou os espelhos mais baratos e seguros.

A realeza do espelho chegou ao auge em 1678, na França, quando começou a ser construída a Galeria dos Espelhos do Palácio de Versalhes. Cada um das 17 janelas em arco voltadas para os jardins apresenta 21 espelhos, chegando ao total de 357 espelhos especialmente destinados a decorar a sala. Quem já visitou a Galeria dos Espelhos, sabe bem o que é perder o fôlego diante de tanta beleza!

[Na imagem acima, os espelhos clássicos em prata esbanjam sofisticação em conjunto com as poltronas vermelhas em capitonê]

4. Papel de parede

O papel de parede também é uma peça de decoração que desafia o tempo. Sua origem data de 200 a. C. , tendo sido criado pelos chineses, que os fabricavam em papel de arroz totalmente branco e sem fins decorativos, apenas como revestimento funcional. Mais tarde, começou a ser produzido em pergaminho vegetal, o que permitiu imprimir desenhos e cores, já como elemento de decoração. Depois, o papel de parede de parede passou a ser pintado à mão, um processo trabalhoso que ganhou alguma ajuda com a invenção de carimbos de madeira entalhados com desenhos e padrões.

[Na imagem acima, o papel de parede listrado é um clássico, que aqui faz parceria com um espelho de corpo inteiro que também não tem idade]

Na Europa do século 16, o papel de parede – que até então era um produto caro – passou a substituir quadros e tapeçarias, mas ainda era cópia dos papéis de parede chineses, a chamada chinoisserie. Finalmente, em 1630 foi inaugurada a primeira fábrica de papel de parede, na França, e em 1675, o papel de parede começou a ser criado com a técnica da gravura, tornando-o mais barato e mais coloridos. Por fim, em 1814, uma máquina de impressão causou uma revolução que deu origem ao papel de parede com relevo.

O papel de parede aterrissou no Brasil com os imigrantes europeus no final do século 19, mas só foi se popularizar na década de 1960, até ser finalmente reconhecida como uma peça de decoração que atravessa o tempo e não perde a sua beleza.

[Na imagem acima, o papel de parede azul com desenhos florais ainda mantém a sua atemporalidade e ganha calor e aconchego com a madeira caramelo do revestimento de meia parede. O sofá em couro também é aconchegante e atemporal: sobrevive aos anos com a sua beleza e conforto praticamente intactos – e também a todas as tendências de decoração das estações]

5. Lustre de cristal

Mais eterno impossível! O lustre de cristal também se reinventa o tempo todo, mas nunca perde a majestade nem o encanto. Ele surgiu no final do século 17 e era fabricado com espelhos, quartzo e placas de latão, porque a fragilidade do vidro impedia de cortá-lo e moldá-lo. Tudo mudou em 1676, quando o vidreiro inglês Georges Ravenscroft descobriu que a adição de óxido de carbono à composição do vidro permitia não apenas cortá-lo, como também conferia ao vidro alta refração de luz.

[Nesta imagem, o lustre de cristal com cúpulas é o arremate de sofisticação de uma sala de jantar com releitura do estilo clássico e a beleza sóbria e delicada das cores neutras e frias]

Depois dessa descoberta, no século 18 o lustre de cristal passou a ser fabricado em Murano, na Itália, e novas máquinas aperfeiçoaram a pureza do vidro que tornou o seu brilho perfeito. A partir daí, quem surge no caminho do lustre de cristal? Ele mesmo! Luís XIV, o rei da França, que mandou construir o grandioso Palácio de Versalhes e, portanto, queria instalar lustres de gotas de cristal em todas as suas grandes e imponentes salas, inclusive a Galeria dos Espelhos, da qual já falamos lá em cima. Não é à-toa que tantos em todo o mundo sonham em decorar suas salas com lustres de cristal, eternos objetos de desejo.

[A sala de jantar acima, que ao contrário da anterior, é só luz e aconchego, apresenta um lustre de design moderno, mas que desperta o mesmo encantamento das suas antecessoras clássicas]

6. Dossel

O dossel, que a gente acha tão chique hoje em dia, na verdade nasceu na Idade Média para proporcionar privacidade aos nobres, pois era comum seus serviçais dormirem no mesmo aposento e se movimentarem durante a noite por conta de seus afazeres. Mais tarde, também passou a ter como função preservar o calor no ambiente.

No século 16, porém, as cabeceiras passaram a ser o foco do design das camas dos nobres, de modo que o dossel se tornou cada vez mais luxuoso e extravagante para afirmar ainda mais a nobreza. Com o tempo, as cortinas pesadas foram substituídas por tecidos mais leves, mas para compensar, o design do dossel foi ficando cada vez mais exuberante. Essa exuberância chegou ao auge no século 17, onde mesmo? Na corte da França, é claro. Na época, o quarto luxuoso era um poderoso símbolo de status, tendo a cama e o dossel como destaques.

Hoje, o dossel ganhou atemporalidade, mesmo se reinventando na modernidade. Mas se há um lugar em que ele é eterno é no quarto da menina ou da adolescente. Muitas sonham com o quarto de princesa – e o dossel não pode faltar!

[Nesta imagem, o dossel minimalista do quarto de casal demonstra o potencial de reinvenção deste elemento de decoração atemporal]

Inspire-se na nossa seleção de peças decorativas atemporais!

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Fotos de família: No hall de entrada e, na imagem anterior, na parede da escada

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Fotos de família: Na sala de estar

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Espelhos: No hall de entrada

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Espelhos: No lavabo

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Papel de parede listrado: Na sala de estar

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Papel de parede floral: Na sala de estar

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Arranjo floral: Na mesa da sala de jantar

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Arranjo floral: Na cozinha

Arranjo floral : No hall de entrada

Lustre de cristal: Na sala de jantar

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Lustre de cristal: No quarto do bebê

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Dossel: No quarto da adolescente

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Bônus: Outros elementos decorativos atemporais

Capitonê: No sofá da sala de estar

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Capitônê: Nas poltronas da sala de estar

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Capitonê: Na cabeceira da cama do quarto de casal

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Capitonê- Na cabeceira da cama da menina

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Capitonê: No banco da sala de estar

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Sofá de couro escuro: na sala de estar

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Móveis antigos ou de família: Buffet na sala de estar

Móveis antigos ou de família: Buffet rústico na sala de estar

Móveis antigos ou de família: Aparador de madeira no hall de entrada

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