Sónia Beltrão, o nome por detrás de projetos de sonho. (Entrevista) | homify
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Sónia Beltrão, o nome por detrás de projetos de sonho. (Entrevista)

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Procura o arquiteto ideal para o seu projeto de sonho em Recife? Fique então a conhecer o gabinete de arquitectura de Sónia Beltrão. Acredito que vai gostar do estilo e da forma inteligente que desenvolve os seus projetos.

Fique a conhecer mais na entrevista de hoje.

O que impulsiona a sua paixão pela arquitetura? O que a fez decidir entrar neste setor?

A possibilidade de transformar de uma forma positiva a vida das pessoas, seja na área residencial ou comercial. Com arquitetura conseguimos transformar os espaços ou cria-los com todas as condições necessárias de funcionalidade e beleza. É importante salientar que um projeto bem elaborado e executado está diretamente relacionado a uma redução de custos, resultando no retorno do investimento seja no viver bem ou no perfeito funcionamento dos espaços comerciais.


O que fez decidir entrar nesse setor?

Escolhi muito cedo ser arquiteta. Sou filha de um casal de médicos e ainda adolescente queria trabalhar só com a vida, com o belo, com sensações boas. Com o passar do tempo, entendi que a arquitetura está em tudo, é só observar a natureza, a necessidade do abrigo nos primórdios da nossa existência.

Então criar espaços com todas as condições de conforto ambiental com funcionalidade e beleza significa para mim gerar um filho, que é único. Esse é o sentimento para cada um dos meus projetos.


Descreva um dia típico no escritório.

Quase sempre já no celular com clientes ou parceiros (execução de obra ou fornecedores). Confiro os e-mails para dar retorno a alguma obra caso haja alguma urgência. Verifico com os estagiários se há alguma dúvida nos detalhes que estão em execução. Depois acompanho o andamento dos projetos com Gabriel (meu sócio e parceiro), ou nos sentamos para discutir a elaboração ou definição de um novo projeto. 

Geralmente fico até mais tarde. Quando todos saem é a minha hora, consigo parar para criar, é o meu momento.

Tenho tentado direcionar as visitas a obra, lojas e clientes 2x na semana, mas nem sempre é possível. O tempo no escritório é corrido e os estagiários precisam de direcionamentos para que não sejam apenas desenhistas. Preciso que entendam o porquê estão executando este ou aquele detalhe.


Qual o aspecto mais frustrante do seu trabalho?

São 2: 

O primeiro é fazer o cliente entender que nosso projeto não é uma despesa e sim um investimento, onde ele com certeza terá um retorno incalculável.

O segundo, é fazer com que nosso projeto seja executado como detalhado. E bem executado!



Qual o aspecto mais agradável?

Também citaria 2:

O primeiro é presenciar a expressão de felicidade, satisfação e surpresa se formando no rosto do nosso cliente. E é surpresa mesmo! Muitas vezes mesmo com o auxílio de perspectivas digitais, o cliente ainda tem dificuldade de visualizar o resultado final. Gerando falas como “eu sabia que ia ficar lindo, mas ficou maravilhoso!”, ou então “não imaginava que tanta coisa poderia caber aqui dentro.” Enfim, isso não tem preço.

O segundo aspecto é a possibilidade de criarmos laços, fazer amizades e interagir com as pessoas. Acredite, na minha caminhada, tenho a felicidade de ter feito muitos amigos.

E isso é muito importante, pois somos quase psicólogos, precisamos conhecer e conviver com a intimidade e necessidade do nosso cliente, mesmo em se tratando de uma arquitetura comercial. Quando esse ciclo se fecha, temos também a confiança e o respeito mútuo. É perfeito. Amo!


Qual a recomendação para quem quer abrir um ateliê próprio?

 Em primeiro lugar, amar arquitetura. Segundo ter consciência que é uma profissão com muitos campos de atuação, mas que a trajetória não é fácil. É necessário dedicação e comprometimento.  Em terceiro, nós nunca sabemos de tudo! É uma profissão muito dinâmica. E em quarto e último, para quem vai começar tente fazer profissionalmente. Crie mais que uma empresa, crie uma empresa com alma!


O que seus clientes podem esperar ao trabalhar com você?

Profissionalismo, respeito, pontualidade, comprometimento e a certeza que nossa experiência, traduzida em nosso projeto, trará o melhor custo benefício para nosso cliente. Será uma experiência única, assim como nosso projeto.


Tem algum tipo de regra que utiliza no desenvolvimento dos seus trabalhos?

Sim. Primeiro preciso conhecer a necessidade do cliente. Sempre faço uma entrevista/reunião com ele. Através de uma conversa e de uma visita ao local que será trabalhado, posso apurar as necessidades, objetivos e recursos disponíveis. Com esses dados damos início ao processo criativo. Vamos para o zoneamento, seguido dos esboços, anteprojeto, executivo e detalhamento com especificações. E finalmente a obra. Com tudo concluído, vamos as finalizações. Deixar o espaço pronto com moveis, objetos e obras de arte.




Existe algum toque especial que seja característico em todos os seus trabalhos?

Essa é uma pergunta muito importante. Enquanto profissional sempre que posso gosto de espaços com linhas puras. Meus projetos são antes de tudo funcionais. A forma pura e valorizada nos volumes, também são traços que identificam meus projetos. Entretanto acredito em uma arquitetura emocional, feita para pessoas. Isso significa que dentro do possível, sem violentar meus princípios, o que entendo como arquitetura, e principalmente falando dos projetos residenciais, estes precisam ter a identidade do meu cliente. A casa é dele e para ele. No comercial, precisamos direcionar para o cliente do meu cliente, sem esquecer da identidade da marca e do tipo de negócio do nosso cliente.


Com recursos e orçamento ilimitados, qual seria o seu projeto de sonho?

 Uma casa ou resort em uma encosta, e o mar como cenário. Uma arquitetura minimalista, onde pouco mobiliário, de design, esteja disposto, e o mar seja o ator principal.


Quais as suas principais preocupações como arquiteta?

 Eu diria que atender as expectativas do nosso cliente em todas as suas necessidades, somado e inserido ao contexto de onde acontece o projeto, considerando o entorno, o meio ambiente e a sustentabilidade.


Como consegue adaptar-se às mudanças no sector?

O trabalho online já era uma realidade para o nosso escritório. Para nossos projetos remotos fazemos vídeos chamadas por diversas plataformas, com o cliente e a equipe técnica, e também na obra. O WhatsApp, claro, também é bastante utilizado. Para nós o trabalho técnico pode ser desenvolvido em home office tranquilamente, mas o processo de troca de experiências esta sacrificado. Não é como se estivéssemos todos juntos, e sinto falta desse contato. Penso que a médio prazo vamos conseguir mesclar esse convívio no escritório, nas obras e com clientes, mas acredito que jamais seremos os mesmos. Aos poucos teremos que nos acostumar. De qualquer forma, temos pontos positivos, como a otimização do tempo do dia a dia, e a redução dos custos físicos de toda uma estrutura. Porem espero que consigamos criar um mundo melhor, mas seguro e humano.


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