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Uma casa de vidro e de sonhos!

Gustavo de Campos Gustavo de Campos
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O vidro é um material descoberto há muito séculos atrás e usado até hoje das mais diversas maneiras. Ninguém sabe ao certo como foi descoberto, mas suspeita-se que antigos navegadores faziam fogueiras nas praias para não sofrerem tanto nas noites de frio e que, em uma certas feita, a areia e o calcário das conchas eram capazes de se fundir. Não se sabe ao certo se isto é verdade, mas faz sentido, visto que desta mistura, desta fusão nasce o vidro.

Ele foi aperfeiçoado ao longos dos séculos e hoje contamos com uma gama quase infinita de tipos de vidros, variando em durabilidade, resistência, cor, etc. Sua variedade e beleza são tão grandes que casas são concebidas, muitas vezes tendo-o como um material norteador das formas e da definição dos espaços. O escritório paulistano Reinach Mendonça usou e abusou de elementos envidraçados em uma de suas muitas casas feitas no estado paulista, tanto que ela recebeu o nome de Casa de Vidro. É claro que ela não é feita apenas desse material, mas o seu protagonismo é tão grande que ela merece esse apelido. E é exatamente ela que iremos apresentar em seguida em todo o seu esplendor e transparência. Mal sabiam os antigos navegadores que sua descoberta acidentam numa noite de frio sob as estrelas resultaria em algo tão belo assim, capaz de ser chamada de obra de arte!

O brilho visto a distância

Se resumíssemos esta casa a uma caixa de vidro iluminada por seu interior isto seria um grande reducionismo. Ela é muito mais do que isso. Visto ao longe a primeira coisa que enxergamos é a ainda jovem vegetação que cobre a parte frontal do terreno que precede a casa e,  logo depois dos tons esverdeados iluminados pelas lâmpadas de jardim, vemos a casa resplandecer ao fundo. Essa beleza cênica é proposital e mostrar que os seus arquitetos pensaram todos os pontos dessa obra.

Uma fachada reveladora

Aqui, mais próximos a fachada, podemos ver que a vegetação diminui de tamanho, mas fica mais consistente e acaba formando um tapete pontuado com belos exemplares individuais de plantas de destaque, como as cicas e a palmeira-triangular. Sua fachada, entretanto, joga luz sobre o jardim ao revelar o conteúdo de seu interior, integrando visualmente estes espaços distintos e tornando o fora dentro, assim como o dentro também fora. A sala de estar se torna também o jardim.

Visto de perto

Ao ver mais de perto as faces de vidro da casa, notamos que a estrutura de aço é muito fina e dá toda a liberdade possível para que o vidro seja o protagonista, gerando assim cortinas de vidro capazes de trazer toda a luz natural disponível para o interior do ambiente. Visto da piscina que existe nos fundos da casa o lugar ganha especial beleza, a qual só pode ser conferida quando nos identificamos com o lugar e o sentimos de fato. O que melhor para fazer isso do que uma bela piscina fresca?

Volumes simples e sólidos

Na outra extremidade da casa podemos encontrar uma configuração diferente de construção. Não mais o vidro empregado em tamanha abundância na fachada. Aqui encontramos o vidro apenas nas longas, porém não altas, janelas que fazem a comunicação do interior com o exterior, mas a verdadeira volumetria do lugar é composta por paredes brancas e que dividem bem os seus limites, sem deixar espaço para integração entre diferentes ambientes. 

No limiar

Esta parte da casa de vidro é extremamente interessante. Ao mesmo tempo em que não há vidro nenhum no ambiente, o seu maior elemento arquitetônico é a transparência. Não transparência através de materiais, mas sim transparência gerada por um limite muito bem definido entre entre e fora através de elementos como pisos e gramas, ainda que esses elementos de diluam num espaço que pode ser vencido com apenas um passo. É a demonstração que mágica pode ser feita: a transparência existe mas nada existe ali.

O dentro e o fora do vidro

A maioria dos elementos, como pedras ou mesmo construções de madeira, costuma ter um lado preferencial para ser visto: o outro lado as vezes fica às moscas, podendo até ser belo, mas sem atenção especial. Com o vidro isso não acontece e esta casa (e a imagem acima) mostra muito bem o porque. A visão que se tem de fora será bela se o interior estiver bem projetado. A visão que surgirá a partir do interior será bela se a orientação da fachada tiver sido bem pensada. É o tipo de projeto onde o arquiteto não pode errar, pois, qualquer erro e todo o edifício perde sua capacidade de surpreender.

Continue sua leitura se surpreendendo com mais este artigo.

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