Apartamento Publicitária: Salas de jantar modernas por Johnny Thomsen Design de Interiores

6 Dicas para apartamentos com teto baixo

Marcio L Santos Marcio L Santos
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Ao contrário dos lofts ou estúdios, que se beneficiam de um pé direito elevado, em torno de 4 a 5 metros, apartamentos convencionais trabalham com um pé direito baixo, entre 2,5 e 3 metros de altura, de acordo com o projeto. Por isso, cada detalhe é importante na hora de escolher a decoração desses ambientes, sob o risco de deixar sua residência com um visual atarracado.

Aqui na homify, o que não faltam são projetos incríveis para todos os gostos e necessidades, inclusive para ampliar espaços reduzidos, o que também inclui as residências com teto até mais baixo do que o comum. Nossos designers de interiores e decoradores citam diversas soluções simples capazes de conferir amplitude, muito mais conforto visual, sensação de liberdade e que valorizam ainda mais a sua residência.

Confira agora 6 dicas valiosas sobre o que fazer para deixar o seu teto baixo com a sensação de ser mais alto – e sem precisar de alterações estruturais.

1. Priorize elementos verticais

Essa é uma dica básica, tão comum no universo da moda como no universo do design de ambientes. Para deixar uma pessoa ou um ambiente mais alongado, invista sempre em elementos verticais.

Trata-se de uma ilusão de ótica das mais simples, mas que é eficiente na maioria dos casos. Aqui, por exemplo, temos o apartamento de um publicitária que investe com inteligência nessas soluções de forma a ampliar o espaço do apartamento.

Os elementos verticais estão presentes em vários locais dessa sala de estar e jantar. Começando pela bela estante de madeira que vai do chão até quase o teto – e que ainda traz uma escada deslizante que amplia a percepção de altura.

Do outro lado há uma luminária de teto para sala que desce até quase a metade da altura do ambiente, criando também uma sensação de movimento e dinamismo, fundamentais para a ampliação do espaço.

Vale lembrar que a utilização de cores sóbrias nesse caso é outro ponto importante, bem como o equilíbrio na quantidade de objetos decorativos. A máxima de que “menos é mais” tem total credibilidade para esse exemplo, tornando o ambiente mais amplo, o que contribui com a sensação de mais altura do pé direito.

2. Escolha as luminárias certas

Ainda no mesmo ambiente, só que por outra perspectiva, você pode ver agora mais uma solução bastante comum para quem tem um pé direito baixo, que é a escolha certa das luminárias.

Já mencionado, o modelo de luminária pendente da imagem anterior, desce do teto e tem a sua função estética bem definida, atuando como elemento ampliador do ambiente, já que não está como ponto de destaque no centro da sala.

Apartamentos com pé direito baixo devem evitar lustre de teto grande, bem como luminárias que ocupem ou dominem o ambiente, sob o risco de ter seu espaço diminuído. Para isso, a melhor solução é mesmo trabalhar com spots pequenos ou embutidos, que foi a segunda opção utilizada nesse ambiente, de modo a permitir uma iluminação eficiente e conferir ao espaço a sensação de amplitude necessária.

Além dos spots, você também pode optar por plafons, que são as luminárias de teto que ficam bem discretas e não pendem para baixo, sejam elas de embutir ou de sobrepor. Cada um dos modelos é ideal para um estilo de decoração, sendo que o suporte preto com spots é ideal para ambientes com um estilo mais industrial e se fosse branco seria perfeito para ambiente estilo escandinavo.  

Quando o tema é iluminação, ainda não acaba por aqui. Mais uma solução pode ser mencionada. Se você quiser algo ainda mais discreto do que o plafon, pode substituir as suas lâmpadas convencionais por dicroicas, que são bem pequenas, econômicas, duram bastante e já possuem um design suficientemente bonito para dispensarem qualquer tipo de complemento decorativo.

A grande parte dos modelos de projetos utilizam diversas dessas lâmpadas redondinhas em um mesmo ambiente, mas no caso da sala de estar, especialmente se for pequena, pode utilizar apenas uma e, se achar necessário, complementar a decoração com luminárias de mesa, de parede ou de piso.

3. As cortinas e o pé direito baixo – como escolher?

Outra dica importante para quem deseja ampliar a altura da sua residência é saber trabalhar com as cortinas. A proposta é simples. Pense em cortinas que comecem no alto do teto e vão até o chão. Essa solução cria uma sensação de continuidade e movimento que é fundamental para quem busca ampliar a altura da sala ou dos quartos.

Nesse apartamento projetado pelo estúdio Gustavo Garcia Arquitetura e Design, você pode observar um teto rebaixado em gesso criando um cortineiro dos mais elegantes, com a sensação de ter a cortina embutida no gesso.

Ainda que tetos rebaixados sejam uma opção arriscada para quem já tem um pé direito baixo, o efeito visual da cortina saindo de dentro do teto é interessante. Mas calma, não é preciso mandar colocar um teto de gesso para criar esse efeito, até porque essa mudança implicaria em uma verdadeira obra na sua casa, pois o processo não é dos mais simples de se fazer.

Nesse caso você pode simplesmente reconfigura a posição do trilho ou varão das suas cortinas para que fiquem no topo da parede, quase encostando no teto, apenas com espaço para que a própria cortina possa ser movimentada sem arrastar no teto.

Junto com essa solução, é claro, precisa pensar no tamanho e no estilo da cortina. É provável que, ao mudar a altura do trilho ou do varão, sua cortina vai deixar de alcançar o chão. Então você vai precisar de outra cortina que cumpra com essa regra para obter o efeito desejado. O ideal é que a cortina fique bem rente ao chão, mas sem arrastar.

Quanto ao estilo do tecido, você pode escolher um mais grosso e pesado caso combine com o a decoração do seu ambiente. Mas de modo geral, tecidos como voil, seda e linho conferem mais leveza e movimento, contribuindo de forma mais eficiente para a finalidade de toda essa mudança, que é criar a sensação de ter o teto mais alto.

4. O mobiliário horizontalizado também funciona

Projeto arquitetônico de interiores para residência unifamiliar. – (Fotos: Luiz Zanoni)​: Salas de estar ecléticas por ArchDesign STUDIO
ArchDesign STUDIO

Projeto arquitetônico de interiores para residência unifamiliar. – (Fotos: Luiz Zanoni)​

ArchDesign STUDIO

Aqui está mais uma dica importante para quem deseja fazer um teto parecer mais alto. Normalmente quando você pensa em um sofá ideal, por exemplo, o conforto e a funcionalidade são fatores primordiais para a escolha.

Isso quer dizer que, se for para sala de visitas, o móvel pode ser com espuma mais dura. Se for para a sala de televisão, talvez valha a pena investir em um modelo com espuma mais macia. Mas há outro ponto que deve ser pensado de forma estratégica por quem mora em apartamento com o teto baixo.

Sofá e outros móveis que sejam predominantemente horizontais, mais baixos do que o normal, vão ampliar o ambiente. Com um mobiliário mais baixo, há um espaço maior entre a parede e o teto, criando a impressão de que a parede é mais alta do que realmente é, além de deixar o ambiente mais arejado.

Neste exemplo da imagem, o apartamento é charmoso e pequeno, porém foi projetado com um sofá de design mais horizontal, fazendo com que a parede ganhe presença no ambiente e a sala, como um todo, pareça mais alta, mesmo com teto em gesso. Os demais móveis também possuem essa característica.

5. Dicas sobre a cor de tinta para o teto e paredes

Existem algumas dicas bem interessantes relacionadas ao uso de cores para quem deseja ampliar a altura de determinado ambiente. Uma delas é a cor da tinta para o teto, que deve, por padrão, ser mais clara que a tinta usada na parede.

O teto branco é a escolha ideal para essa situação, pois amplia a sensação de espaço, realmente estabelecendo a percepção de que o teto é mais alto do que realmente é. Outra dica é trabalhar com listras verticais nas paredes. Assim como as listras verticais nas roupas alongam a silhueta das pessoas, elas também alongam ambientes.

Nesse quarto da imagem, por exemplo, as duas técnicas foram lindamente utilizadas. O arquiteto fez uso do teto branco e das listras na parede, além da iluminação embutida no gesso. Tudo isso amplia e ilumina o ambiente, tornando-o mais aconchegante e acolhedor, com muita leveza.

Quanto à cor, você até pode utilizar algo mais escuro ou intenso, porém precisa equilibrar com a cores dos demais elementos do ambiente e também com as quantidades. Como mencionado lá no início, o equilíbrio é fundamental, e quanto deseja ampliar o espaço, menos é mais.

6. Pendure quadros de forma estratégica nas paredes

Apartamento Vila Nova Conceição: Salas de estar modernas por Marcella Loeb
Marcella Loeb

Apartamento Vila Nova Conceição

Marcella Loeb

A última dica, assim como as outras, é tão simples quanto eficiente. A regra básica para a colocação de quadros na parede diz que, como um conjunto, os quadros devem estar posicionados à altura média dos olhos dos visitantes, entre 1,60 e 1,70 m do chão.

Mas, se você tem um teto baixo e deseja alterar essa impressão, a solução é colocar os quadros um pouco acima dessa altura, cerca de 5 a 10 centímetros. Assim, a percepção do visitante é alterada, já que ele precisa olhar um pouco acima do que estaria esperando - isso sem contar que o espaço entre os quadros e o teto diminui, reduzindo a atenção que uma parede vazia iria chamar.

Nessa imagem, por exemplo, além da utilização de uma grande quantidade de quadros, de forma harmoniosa e com muito estilo, foram aplicadas as outras técnicas já sugeridas para confirmar sua veracidade. O sofá é predominantemente horizontal e a iluminação de teto é feita com spots pequenos. Tudo isso cria uma sensação de amplitude que jamais seria a mesma sem esses truques geniais.

O que achou dessas dicas? Qual delas você aplicaria no seu ambiente?
Casas modernas por Casas inHAUS

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