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Jardim zen: lugar de meditação e contemplação

Tony Santos Arquitetura Tony Santos Arquitetura
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O Japão é um país de uma cultura milenar admirável e por vezes enigmática, pois nem sempre seus princípios e valores nos são compreensíveis. No Brasil, que abriga a maior comunidade japonesa fora do Japão, convivemos há mais de 100 anos com a comunidade japonesa, cujos alguns hábitos e valores têm contribuído para o enriquecimento de nossa cultura. O jardim seco de pedra japonês, conhecido no ocidente como jardim zen, é um elemento importante da cultura zen japonesa, que só recentemente tem sido difundido na arquitetura ocidental e seduzido mais adeptos.

O jardim zen representa de forma abstrata a essência da natureza e do universo e sua função é servir de espaço de meditação e contemplação. Nos seus elementos mínimos é possível reconhecermos o sentido da vida. Esta compreensão do sentido da vida é que nos traz a calma e a paz de espírito. No ocidente, o jardim zen tem sofrido adaptações e incorporado novos elementos, mas sem perder sua função tradicional e primordial de inspirar a reflexão e a contemplação.       

A criação de um jardim zen não demanda muito espaço. O fundamental é compreender a sua essência e o papel de cada um de seus elementos. Neste artigo auxiliamos você a compreender estes espaços e exibimos projetos que servirão de inspiração para você criar seu próprio jardim zen.

Elementos essenciais: areia e pedras

O jardim zen autêntico, baseado no seu ancestral Karen Sansui, jardim seco na tradução literal, é basicamente um campo raso contendo areia, cascalho e pedras, que exprimem a essência da natureza e não sua aparência real. Além do musgo presente na superfície das rochas, a vegetação é pouco utilizada nesta versão de jardim. A areia do chão é esculpida de modo a representar o movimento das ondas e as pedras são dispostas de modo a representar as montanhas.

Elemento complementar: lanterna

Jardins  por homify

Desde a sua reprodução e tradução pela cultura ocidental, o jardim zen tem sofrido adaptações e incorporados novos elementos construtivos, como pequenos troncos, bonsais, estátuas, lanternas, pontes, fontes e até mesmo espreguiçadeiras ou mobiliários diversos. Neste projeto, uma lanterna japonesa e a vegetação complementam a composição do espaço. Existem inúmeros modelos de lanterna. Todas representam a luz e visam a iluminar os caminhos a seguir.

Elementos complementares: fontes e esculturas

Neste projeto, além da presença dos elementos essenciais, areia e pedras, novos elementos como uma fonte e uma estátua foram incorporados ao jardim para incrementar sua composição estética e a experiência da meditação e do desenvolvimento espiritual dos usuários.

Jardim zen tradicional

Esse tipo de jardim, normalmente, possui uma extensão e aparência modestas e não são construídos para servirem de espaços de recreação, mas sim para serem contemplados a partir de um ponto específico. A posição correta do observador é fundamental para a compreensão do arranjo espacial e a disposição de seus elementos, de modo a permitir a autêntica e inequívoca compreensão do espaço e, portanto, do sentido do universo. Neste projeto, o tradicional jardim zen, localizado na parte externa e frontal de uma casa japonesa, integra-se ao interior através de uma ampla abertura e pode ser contemplado pelos moradores desde a sala de estar.

Jardim zen adaptado

A composição destes espaços evidencia o rigor compositivo e o poder de concisão dos japoneses em exprimir a complexidade da natureza e do universo através do arranjo dos mínimos elementos. De modo geral, nos jardins zen não há cores nem excessos de elementos que prejudiquem a meditação ou desvirtuem a experiência espiritual. Nesta adaptação, bambus e uma lanterna de pedra foram incorporados à areia e às pedras.

Jardim zen com mais elementos

Nesta adaptação, mais elementos construtivos, como uma ponte de madeira, e mais elementos naturais, como um lago com carpas e vegetações diversas, somam-se aos elementos essenciais do jardim zen. A água representa o ciclo da vida e as carpas, que nadam contra a corrente, representam a bravura. Apesar da sua vocação como espaço de meditação, nada impede que jardins ecléticos incorporem elementos da cultura zen para incrementar suas qualidades ambientais e estéticas e proporcione aos usuários um ambiente mais relaxante e contemplativo.

Lounge zen

A elaboração de um autêntico jardim zen requer obediência aos princípios tradicionais da cultura zen e poder de concisão para capturar e expressar a essência da natureza, mas você pode criar a sua própria versão de jardim de zen, adotando os elementos que mais traduzam esta essência, que permitam uma experiência relaxante de meditação e de compreensão do sentido da vida. Neste último exemplo, o fogo e o mobiliário incrementam o conforto e a experiência de contemplação da natureza.

Em qual ambiente você se sente mais à vontade para se comunicar consigo e relaxar o corpo e, principalmente, a mente?
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