Casas por joao morgado - architectural photography , moderno | homify
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Casas  por Joao Morgado - Architectural Photography , Moderno
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Os clientes apresentaram-me a casa onde pretendiam viver, se a mesma se transformasse e se tornasse agradável e os surpreendesse. Pediram-me para ver o que podia fazer com o edifício, sem limite orçamental, sem limite temporal, apenas pretendiam uma obra de arte, um produto em que os fascinasse e no qual se sentissem bem a viver. A obra foi de remodelação de uma casa despersonalizada e de típica construção popular, a típica distribuição interior e a rural interpretação exterior. Decidi então levar a praia até aos meus clientes, para que pudessem sentir um pouco todos os dias a proximidade das dunas, da areia e da madeira destratada.

“Simplesmente… the SilverWoodHouse… qualquer tentativa de adjectivação fica muito aquém da experiência de contemplação final… parabéns e obrigado Ernesto.’

Estas foram as palavras dos meus clientes Rui e Marisa quando questionados sobre a SilverWoodHouse. Não podia estar mais deslumbrado com a resposta, na minha maneira de ver a Arquitetura, um desafio, uma interpretação, uma criação, de mim, não para mim, mas para alguém.

No meu primeiro grande projeto e obra, a ansiedade da contemplação final, o poder viver o espaço, era enorme. Vivo-a como convidado é claro, mas tive a oportunidade de mergulhar na piscina e espraiar-me ao sol, um mimo e um orgulho, poder usufruir e experimentar o meu trabalho. Sim, a SilverWoodHouse, é o meu projeto de apresentação ao mundo, arquitetónico e construtivo, o meu percurso no decorrer de um projeto/obra, passa da sua conceção à sua construção, mas literalmente ponho as mãos na massa, primordialmente na arte da carpintaria. Mais gratificante ainda, foi ver a satisfação daquela família (pais incluídos) no produto final, e o orgulho que sentiam em mostrar a “obra” aos seus convidados.

Tudo começou por me encontrar sem rumo profissional definido. Após ter realizado um projeto para uns familiares, e descontente com o seu resultado, por não estar totalmente no processo do princípio ao fim. A sentir que se queria poder fazer a arquitetura que acredito que me foi ensinada, se queria mostrar ao mundo a minha maneira de ver a arquitetura, teria de fazer algo, comprei uma casa devoluta e transformei-a numa habitação e escritório. É a minha grande maquete, o meu projeto sem fim, está em constante transformação.

A minha educação e o meio onde cresci, sempre foi dentro do seio da construção, com familiares e amigos ligados á “trolhice” e á carpintaria, um meio rural em que a construção de engenhocas, fisgas e gaiolas, era o meu passatempo de eleição. Juntando a tudo isto os custos excessivos da materialização das minhas ideias, decidi fazer a minha habitação do princípio ao fim, errando, desfazendo e voltando a fazer. E como o resultado até não foi nada mau, um casal que passeava ao pé da praia, gostou, e reparou que a minha maneira de ver a arquitetura poderia resolver um problema que tinham entre Apresentaram-me a casa onde pretendiam viver, se a mesma se transformasse e se tornasse agradável e os surpreendesse. Pediram-me para ver o que podia fazer com o edifício, sem limite orçamental, sem limite temporal, apenas pretendiam uma obra de arte, um produto em que os fascinasse e no qual se sentissem bem a viver.

Então, e como penso que a arquitetura é a interpretação da necessidade do nosso cliente/utilizador, conheci-os, exaustivamente, os seus gostos e as suas manias, as rotinas e os seus prazeres, e apresentei uma solução: a SilverWoodHouse.

A obra foi de remodelação de uma casa despersonalizada e de típica construção popular, a típica distribuição interior e a rural interpretação exterior. Decidi então levar a praia até aos meus clientes, para que pudessem sentir um pouco todos os dias a proximidade das dunas, da areia e da madeira destratada.

A reportagem fotográfica deixou-me surpreendido, a captação de momentos, ou até mesmo a interpretação de alguém alheio ao processo, e as imagens podem falar por si, a simples interpretação com sensações de mimo e orgulho, mas sinto-me suspeito, espero que gostem desta interpretação.

Arquitecto: Ernesto Pereira; Localização: Mindelo; Ano:2014

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